Corinthians versus Boca Juniors

 
Salve o Corinthians, Campeão dos campeões.

Ontem foi a partida final da Copa Libertadores da América deste ano, uma competição de futebol que existe desde 1960 e é considerada a principal entre os clubes da América do Sul, mais o México. O nome do torneio lembra os personagens da independência das nações participantes, como José Artigas, Simón Bolívar, José de San Martín, José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro I, Antonio José de Sucre e Bernardo O'Higgins. Equivale à Liga dos Campeões da Europa.

Este ano foi entre o Corinthians e o Boca Juniors. Brasil versus Argentina.

Uma verdadeira batalha que me fez lembrar as disputas entre nações em priscas eras, espalhadas por toda a história da civilização humana. Batalhas entre cidades rivais se enfrentando em torneios promovidos para resolver alguma demanda. Cada cidade tinha seu representante, um guerreiro poderoso, um cavaleiro armado, e se enfrentavam com espadas, lanças e massas. Era sangrento e na maioria das vezes acabava em morte.

Isso quando não acontecia a guerra total com a turba se enfrentando desordenadamente em um impacto direto entre si.

O tempo passou, mas a rivalidade permanece. Ainda bem que foi inventado o esporte, através do qual é possível realizar confrontos entre as partes sem a necessidade do derramamento de sangue. É, admito, às vezes sai um pouquinho de sangue, mas longe de ser uma matança como era na antiguidade.

Mas ontem aconteceu, sim, um fato no mínimo inusitado: Uma dentada esganada na mão de um jogador argentino foi captada com precisão e detalhes pelas câmeras que transmitiram o jogo.

Um jogador brasileiro, na fúria da disputa de um lance, cravou os dentes na mão do adversário. Só para não esquecer, futebol se joga com bola e pés. Não com dentes e mordidas!

Foi um jogo emocionante e ambas as equipes demonstraram muita garra e espírito de luta. Essa Copa suscita mesmo os ânimos dos torcedores e não é raro observar o arremesso de objetos para o campo. Garrafas, latas e paus. Muitas vezes, para bater um escanteio o jogador tem que ser protegido das pedradas por escudos dos policiais. É o simbolismo da guerra retratado no esporte.

Nos dois países, quem não estava no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, estava com os olhos grudados na tela da TV, em casa, nos bares, em praça pública. No Brasil, foram registrados alguns casos de torcedores de outros times que, na tentativa de secar o Corínthians, estavam a favor do time argentino. Foram casos isolados. No geral, o Corínthians estava representando o Brasil e cada brasileiro era um torcedor da Fiel Corinthiana. Todos torcendo contra o maior rival no esporte: A Argentina, não o Boca Juniors.

E dessa vez deu Brasil. Dessa vez deu Continthians. Dois a zero no Boca, e pela primeira vez em sua história, o Timão conseguiu ganhar a Libertadores. O herói da noite, como um cavaleiro em sua armadura, foi Ermerson, o atacante que marcou os dois gols da partida e deu uma dentada no inimigo.

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