Reencontro
A festa foi planejada com bastante antecedência e foram lembrados
todos os detalhes para se tornar um grande acontecimento. Gugu e Jô não mediram
esforços para realizar o reencontro da turma que, neste ano, aconteceu na
própria Escola Técnica. Eles conseguiram juntar cerca de 400 pessoas, entre
ex-alunos e suas famílias, das turmas de Edificações, Eletrotécnica, Mecânica,
Estrada e Agrimensura da antiga ETFES, hoje denominada IFES.
Tudo foi cuidadosamente organizado e providenciado para que não
faltasse nada: As carnes de qualidade e bem churrasqueadas, a cerveja
geladinha, os atendentes muito atenciosos, e toda estrutura da Escola
disponível para os convidados. Tudo estava uma beleza.
As camisetas ficaram um chiquê.
Foi uma tarde muito agradável, e carregada na cerveja e no churrasco.
Tinha refri também. A chegada de cada
colega era motivo de abraços e até lágrimas. Alguns mais exagerados gritavam,
acenavam e chamavam a atenção para outros que já estavam no local.
Antigas amizades e remotas paqueras vieram à tona, cada um brindou
aquele instante como a festa mais importante desde os tempos de escola. Muitos não
se viam desde a formatura, em 1975.
Teve até o Coral Professora Maria Penedo, grande orgulho e
motivo de satisfação, entoando o Hino da Escola. Todos os presentes cantaram
juntos:
Na marcha incessante do progresso
Os corações vibrando de ardor,
Caminhamos, de par com o sucesso,
Trilhando a vereda do labor
Formamos com luta e sacrifício
Desta terra, a vanguarda industrial,
Somos todos irmãos em ofício,
Ansiando por um Brasil sem igual.
Grande forja de homens viris,
Impressora fiel de ideias sãs,
Celeiro imenso de almas febris,
Salve, Escola de jovens titãs!
Mas, e tem sempre um mas, minha turminha fez algo diferente: Como
uma forma de manter a irreverência e rebeldia dos velhos tempos, lembrando das
aulas que nós matávamos para ir para o boteco beber, Macarrão, Rios, Joninhas,
Fregô, Francelino e eu combinamos de nos encontrar no Bar do Zé, em Jucutuquara,
para uma espécie de concentração antes da festa.
Chegamos ainda pela manhã e fizemos uma farra. Entre cervejas,
pingas, torresmos e ovos azuis cozidos, relembramos um montão de coisas da época
em que estudávamos na mais importante escola do Espírito Santo.
Acho que, em meio a um sentimento meio egoísta, nossa
antecipação foi até mais bonita que o Reencontro propriamente dito.
Casos quase esquecidos, detalhes tirados do fundo da
lembrança, os projetos juvenis (os que deram certo e os que deram em nada), o
sentimento geral de vitória ao constatar que nós seis crescemos na vida e permanecemos
para contar a história.
Tiramos várias fotos. Em certo momento, para registrar a
presença de todos do grupo, pedimos a um sujeito que estava no local para
registrar uma foto nossa. Naquela bagunça toda, em meio às gargalhadas, ele
enquadrou a máquina, orientou para juntar mais, fez a foto de um ângulo e mais
outra em outra posição, conferiu e devolveu a máquina com um comentário:
- Quanta alegria, gente! Até parece
que vocês saíram da prisão hoje!
Mais risadas.
Fregô se agarrou com Joninhas e quase caíram no chão de tanto
rir, numa gargalhada escandalosa.
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